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A Verdade Basta

População britânica decidirá permaneceia do Reino Unido na União Europeia

Saída do bloco economico tem apoio do prefeito de Londres, Boris Johnson, e resultaria na deportação de milhares de imigrantes

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sábado, 16 de abril de 2016

Saída do Reino Unido da União Europeia gera clima de tensão em imigrantes brasileiros

Passaportes/ Foto: Bruno Dantas

Há menos de um mês para a realização do plebiscito que decidirá a permanência, ou não, do Reino Unido na União Europeia, muitos imigrantes brasileiros já começam a se preocupar com uma possível deportação em massa de estrangeiros, já que com a saída do bloco econômico, milhares de passaportes europeus em Londres poderão ser suspensos. 

Um levantamento feito pelo instituto britânico ICM mostrou que cerca de 45% da população de Londres defende saída do país na União Europeia. Segundo a pesquisa, os cidadãos alegam que o principal motivo seria a crise econômica e a migratória, resultante por causa de conflitos e guerras em regiões do oriente médio. Algo que também já tem afetado países como Grécia, Alemanha, Itália e França.

O estudante Rafael Lima Pinheiro, 23, mora em Londres há 2 anos e afirma não estar tão preocupado. Segundo ele, apesar do resultado das pesquisas, é nítido que boa parte da população não quer a saída da união europeia, mas o preocupante é que “muitas pessoas estão em situação ilegal ou não possuem vistos e documentos que permitam a sua permanência no país, e isso para a justiça local, é inadmissível”. 

Ainda de acordo com a ICM, pelo menos de 42% da população do Reino Unido defende a continuação da região na União Europeia que já dura há 53 anos. Entretanto, 12% ainda se mostram indecisos sobre a decisão. 

A brasileira Tamiris Ciucco, que mora em Londres há 1 ano, assim como Rafael, garante que o problema maior será para os imigrantes ilegais “Muitos deles, não estão cadastrados no Home Office, que é uma espécie de Receita Federal do Brasil; É nesse órgão que são disponibilizados para as pessoas documentos tipo RG e CPF, além da carteira de trabalho. Sem eles, praticamente uma pessoa não pode ser considerada um cidadão”, explica ela. 

Para Tamiris, o clima de tensão existe, e o medo de ser deportada é constante, mas não é possível prever o que vai acontecer: “ Preocupado todo mundo fica. Eu estou aqui, legalmente, meus documentos estão em dia. Mas após a votação, eles podem chegar e dizer “Vai embora”, e aí, eu não o que vou fazer”.

Impactos


O Professor de Economia e relações internacionais Pedro Menezes, da Universidade Católica Portuguesa, garante que a saída do Reino Unido da União Europeia, traria grandes impactos econômicos na Europa e prejuízos para o continente em âmbitos políticos.

Segundo o professor: “Sem o Reino Unido, que contribui com rendimentos líquidos de 9 bilhões de euros por ano, a Europa passaria a fixar-se seu centro financeiro em Frankfurt, na Alemanha e o continente ainda perderia cerca de 50% de todo seu exército militar em um momento onde a Rússia e (Vladmir) Putin tem estado ativos em conflitos com outros países ao norte e leste europeu.

Apesar do país fazer parte deste bloco, o Reino Unido não utiliza o Euro como moeda comercial, e sim a Libra, o que para o Prefeito de Londres, Boris Johnson, tem sido o principal argumento utilizado para convencer os eleitores a votar contra a permanência, já que, segundo ele, a única consequência (negativa) como membro da União Europeia foi o aumento excessivo de estrangeiros e gastos para a coroa. 

Argumentos esses, que têm sido rebatidos fortemente pelo Primeiro-ministro David Cameron, que apesar da baixa popularidade nos últimos meses, é defensor da permanecia no bloco.

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